Campo Minado

Nosso pior inimigo somos nós mesmos
Esse gênio mau que muitas vezes aflora
E toma conta das nossas palavras e ações
Nos fazendo magoar muitas vezes quem mais amamos.

Palavras não são palpáveis, mas tem o poder de ferir
As vezes muito mais do que um objeto pontiagudo…
Elas entram em nós e ficam ressoando como o som de uma explosão
E o pior é quando são ditas com raiva e não com o coração.

Mesmo não sendo verdadeiras, machucam e agridem pra valer
Queria entender porque não entendemos de uma vez por todas
Que agora não precisamos mais sofrer
Que agora, tudo passou e que não há motivo para não ser feliz.
Que agora os problemas só estão na própria cabeça
E que não é mais necessário vestir a armadura
E estocar munição até os dentes para uma guerra que não existe.

Porque quando a gente insiste em lutar numa guerra inexistente
Acabamos tão machucados quanto nosso “inimigo”
Não há vencedores, não há vencidos, apenas pessoas sofrendo sem necessidade.

E muitas vezes no campo de batalha nos vemos repetindo velhos erros,
Erros que muitas vezes nem foram nossos e que deveríamos ter anotado
Como estratégia furada de vencer qualquer guerra.

Infelizmente, a granada foi lançada…
E agora estou perdida entre fumaça e fogo, tentando juntar os pedaços
Do meu próprio corpo despedaçado.
Tentando atingir, fui atingida pelos estilhaços de minha própria bomba

E no campo de batalha, vencida, cansada e triste
Espero encontrar novamente o calor do sorriso sem o qual meus dias são tristes
Espero encontrar novamente o calor do abraço que me acalenta a alma e o coração
Espero encontrar o aconchego que andei esmagando com palavras bruscas

A bomba foi lançada. Não posso voltar atrás.
Mas posso tentar plantar flores nesse campo de batalha a partir de agora
E tentar transformá-lo em um jardim. Ainda há tempo. Eu tenho fé.
Esquecer velhas coisas que no contexto atual ficaram tão sem importância

Explodir velhas magoas, velhos ressentimentos e velhos paradigmas
Pois acho que finalmente abri meus ouvidos para escutar tudo o que sempre me disse
Mas que só agora fazem sentido concreto.

Se não houver a semente que me impulsiona a regar
Se não houver a semente que dará origem a flor
De que vale o Jardim? Só haverá uma terra seca
Cercada com ramos podres e secos de tristeza e solidão

Que o sol possa voltar a invadir meu ex-campo de batalha
E possa torná-lo novamente um jardim, duradouro,
De arvores centenárias e frutíferas onde possa reinar o amor…

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~ por Elaine Pessotti em fevereiro 14, 2013.

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